22.11.09

Revelações

Muitas vezes os livros menos óbvios são os que mais nos agradam...

Desde o fenómeno Meyer temos sido "atropelados" por catadupas de livros, séries, filmes sobre vampiros... chega a um ponto que uma pessoa não sabe bem para onde se vivar... dá-me uma certa sensação de "dejá vu" aquando do fenómeno Dan Brown em que depois se sucederam "segredos milenares revelados"...

Enfim...

De qualquer forma, voltando ao tema vampiresco... resolvi-me a ler os "Vampire Diaries" escritos em 1991, muito antes desta coisa da "Saga Luz e Escuridão"... por curiosidade, mesmo, mas decidi-me a lê-los... quatro volumes... não me pareceu difícil mesmo que tivesse que ser na versão original porque em Portugal não foram editados (mas "cheira-me" que não demorará a acontecer)...











Se pensam que vão encontrar semelhanças entre estes livros e os da Meyer... esqueçam... tirando serem sobre vampiros e dirigidos a adolescentes (maioritariamente) não têm mais nada a ver...



Elena, Stephan e Damon são, por assim dizer, os co-protagonistas destes livros!!


Os dois últimos são irmãos que viviam na Florença do século XV quando foram transformados em vampiros por uma rapariga de quem ambos gostavam e que na indecisão, em vez de optar por um, mudou os dois esperando que concordassem viver numa espécie de trio... coisa que não aconteceu porque estes dois manos nunca se deram... Katerine suicida-se (mais ou menos) e eles ficam condenados à eternidade!!


Desde o início que se tenta implementar a ideia de que o Stephan é o mano bom, inconformado com a sua própria existência, recusa-se a aceitar quem é e vive um martírio constante numa luta que nem sempre consegue vencer... Damon, por outro lado, aparece como o mau, o que sucumbe à natureza de vampiro e é um assassíno frio e insensível...



Elena, uma jovem do século XX, menina popular do liceu, perdeu os pais num terrível acidente, sente-se fora da realidade onde vive, talvez pela sua natureza inconformista... tem um grande defeito, não gosta de perder... e quanto mais inalcansáveis parecem as coisas, mais ela luta por elas para, depois, se cansar delas e "abandonar"... o que a atrai verdadeiramente é a conquista.. como Matt o ex-namorado... nos seus planos (muitas vezes mirabolantes de conquista) conta com a ajuda das suas melhores amigas, Bonnie e Meredith...



Como é de esperar, quando Stephan chega, Elena decide que o conquistará e desvendará o seu mistério... a coisa complica-se quando ela se apaixona por ele, e mesmo descobrindo que ele é o que é se rende à evidência de que com ele, nos braços dele, está em casa...



Damon, claro, surge para tentar consquistar aquela a quem o irmão, a custo, se rendeu...



Nestes quatro livros muita coisa acontece, e digo que gostei da saga porque a autora se deu ao cuidado de não centrar a história no trio principal e deu a oportunidade de conhecer muito das outras personagens que ganham profundidade e não aparecem, simplesmente, como plano de fundo... gostei de todas as personagens mas, particularmente, do Damon e do Matt!!



Os protagonistas estão muito bem construídos, com uma densidade interessante e com uma evolução, ao longo dos livros, que supera as minhas expectativas... a autora não perde demasiado tempo com descrições e narrados quase sempre na primeira pessoa estes livros têm um ritmo, por vezes, alucinante!!!



A série anda a dar na RTP 1 ao sábado à tarde, só vi o primeiro episódio e agora que li os livros não sei se a verei porque a história foi muito alterada... enfim... a ver se me dá pra ver mais um episódio e depois decido.

Mudando de temática...





Fui aos saldos... deu-me pra comprar pack's das editoras para começar a tratar das prendas de Natal e lá no meio vinha este "Ninguém como tu" da espanhola Anna Casanovas...



Peguei-lhe por pegar, hoje de manhã... e li em 5 horas...



Uma escrita despretenciosa... numa história que poderá ser classificada como "banal" mas da qual gostei imenso.



Adorei os protagonistas... o misterioso Gabriel... e a perdida Ágata... conheceram-se na infância... e depois a vida obrigou-os a seguir rumos diferentes... mas, lá está, às vezes os caminhos são estranhos e acabam por se re-encontrar... e acabam por ter que se encontrar a eles mesmos, por força das circunstâncias.



Não há assim uma característica específica que me faça dizer que este livro é excepcional... mas surpreendeu-me pela positiva e gostei imenso do estilo fácil e aberto da autora... tanto que já encomendei o "A fuego lento" o seu segundo romance!!



Já se sabe, quando me dá para seguir um autor... sou um caso perdido... hihihihi



Por falar em caso perdido... Madeline Hunter...livro novo em Janeiro... e, guess what?! Tá encomendado em pré-venda!!! :P





E outro em Fevereiro que vai pelo mesmo caminho... eu sou assim!!! :)

12.11.09

Ella, que todo lo tuvo


Ella, que tudo teve que conquistar, porque a perda não se esquece e, aí, as vitórias do passado pesam mais que as maiores derrotas...
Mais uma vez magia pura em forma de livro, uma história bela, escrita num mundo de palavras, vivida num mundo de ilusões, de descobertas, de perdas, de aprenderes... adorei, claro... e, agora, sou incapaz de escolher um excerto nas muitas páginas que marquei enquanto o lia.
Esta senhora tem um dom que torna a escrita dela algo sublime, quase etéreo!
Espero, ansiosamente, pelo próximo livro!!!

30.9.09

Novidades...


Amiga Lu sei que não passo aqui muitas vezes, e que há muito não te escrevo... Mas tenho uma boa razão... e aqui vai ela!


Vai abrir brevemente em Alverca do Ribatejo, loja de alimentação 100% Biologica.... CONSEGUI amiga, finalmente consegui!!

26.9.09

Números de solidão

Talvez faça parte da nossa existência aquele limbo indescritível em que nos encontramos por vezes... incompreensível, sob o qual nos deixamos arrastar...


"Mattia achava que ele e Alice eram assim, dois primos gémeos, sós e perdidos, próximos mas não o suficiente para se tocarem realmente."

Neste livro acompanhamos os passos de duas pessoas inteiras, imperfeitas, conscientes desde a infância da imperfeição que carregam e da qual se escondem... Mattia, racionalizando, perdido nos números em que se fecha, em que tudo é controlável... Alice na anorexia em que julga controlar seu próprio corpo, disforme depois de um acidente... e, lado a lado, perdidos nas suas próprias existências vão seguindo os seus rumos imprecisos em que a única certeza que têm é que embora não estando próximo, o outro está ali, existe, é real e faz com que a vida tenha algo de sentido.

Não é um romance, já que não de trata de um livro emocional mas antes absolutamente emotivo. Não se trata de ficção mas de uma reflexão sobre a existência das pessoas simples, singulares, das suas lutas, dos seus refúgios.

O autor além de extremamente jovem é uma pessoa de números, de ciência e, pessoalmente, acho que isso transparece na clareza da escrita, na forma transparente como estas "pessoas" são expostas, se conhecem e dão a conhecer.

Como é óbvio muito li sobre este livro, óptimas críticas e opiniões... mas, aqui, agora que o li, sei que é um livro ímpar... claro, transparente, como uma gota de água...

Recomendo mas, deixo-vos um conselho, esvaziem a vossa mente das críticas e opiniões que leram sobre ele, não criem expectativas, não esperam finais felizes e deixem-se, apenas, levar pela leitura com a simplicidade própria de um livro escrito para partilhar existência.

"oh coz nothing is lost, it's just frozen in frost"

from "Grey Room" Damien Rice

23.9.09

A solidão dos números primos




Tenho a dizer que só ainda agora peguei no livro e já acho uma piada particular ao autor!! :P




(ok, ok, não é o comentário mais literário deste blog, mas a verdade tem sempre que ser dita e partilhada!!)

13.9.09

Levou o seu tempo a ler...


mas, foi, sem dúvida, um tempo necessário para, mais que ler, compreender um livro de uma densidade profunda, em que se fala da vida adulta, da forma como a infância, o que já foi, nos compõem... fala da maturidade sempre incompleta do ser humano.

Para mim, essencialmente, fala da facilidade com que tantas vezes nos sentimos uns estranhos na nossa própria pele, na nossa própria vida e da imperiosa necessidade que sentimos de que os outros, que nos mantém à tona da existência, mais que nunca unam o que parece estar a desintegrar-se!


(Durante todo o livro que, claro, se passa em Nova Iorque, "ouvi" imensas vezes a bem conhecida música do Sting, "English man in New York")

Marcou-me uma criança de 5 anos que durante o decorrer do livro sente a necessidade de "prender" as coisas e as pessoas com uma corda, para que o que as une não termine, não se quebre.


"E assim permanecemos, em estado de vigília, numa assustadora fracção do tempo presente, num intervalo de tempo destituído de todo o significado, com a excepção de estar suspenso entre a queda de uma criança e um momento futuro em que saberíamos algo mais."


Foi por impulso que comprei o livro e confesso que num momento mais ponderado o mais provável seria mesmo não o comprar, mas, depois de o ler, em fragmentos temporais de 15/20 minutos diariamente pela manhã, este pequeno livro deu-me uma perspectiva se não desconhecida, um pouco (in)conscientemente, suprimida, da vital importância das relações entre adultos, crianças, entre as diversas idades da nossa existência.


Recomendo, sem dúvida!!

10.9.09

Boa!!!!!!


Pra semana tá cá...

:) :) :)

Oh pra mim tão contentinha!!!!

24.8.09

Onde param os Cinco?!


Acho que a grande maioria de nós algures na infância/adolescência (até mesmo na idade adulta) teve a oportunidade de se deliciar com as aventuras dos quatro primos, mais o fantástico Tim... porque fazia parte, ler estes livros, vibrar com as peripécias deles, quer na misteriosa ilha quer em qualquer outro lado onde se juntassem.
Tive alguns dos livros que mais tarde dei a um primo que também gostava de os ler. Estranhamente, agora, queria fazer uma surpresa a outro primo, o mais recente leitor entusiasta da família e não encontro a colecção editada em lado nenhum!
Tudo bem, eu sei que agora há o Harry (Potter), os vampiros (da Meyer), entre uma infinidade de publicação para públicos específicos, mas, ainda assim, parece-me inconcebível não haver uma editora sequer que reedite estes livros. Acho que os miúdos de hoje as iam apreciar como as apreciaram os miúdos de gerações passadas.
O meu primito (do alto dos seus 11 anos) ficou expectante quando lhe disse do que se tratava a colecção dos Cinco e acho que ficou bastante decepcionado quando andamos a correr as livrarias (e, até, hipermercados) à procura e não encontramos um único livro da colecção.
Talvez eu esteja numa fase saudosista, mas, confesso, agora até eu fiquei com vontade de reler (mais uma vez) estes excelentes livros, e poder partilhá-los com o pequeno que, de momento, se tem dedicado a ler poesia de Júlio Dinis!

22.8.09

Pois...


Se antes a decepção já era muita, agora, depois de ver a série completa (em non-stop) posso considerar-me INCONSOLÁVEL!!!


Apetece-me fazer como os miúdos, birra, e gritar: "I WANT MORE!!!" pra ver se o gajos da CBS me ouvem e se decidem a retomar a série!!!

16.8.09

Coisas de vampiros!!

Depois do êxito dos livros da Stephenie Meyer e do filme do "Crepúsculo" (de que gosto mais, até, que os livros e que devo ter visto, já, umas três vezes) parece que está na moda tudo o que tenha vampiros no assunto!! Séries, livros, filmes, enfim... uma parafernália de coisas que estão sempre a surgir!!

Eu, pessoalmente, nunca fui muito adepta de coisas com vampiros, sei lá, stressa-me um bocado!!

Mas, vai daí, fui apanhada por um :P no sentido mais que figurado, obviamente!!!


Aqui a Je (que não tem TV cabo) consegue apanhar os canais espanhóis em casa e na semana passada acabou a tarde de domingo a ver dois episódios disto...






Com muita pena minha acabei por descobrir que esta série, que saiu nos EUA em 2007 (antes do fenómeno Meyer) não passou da primeira temporada com 16 episódios...


Eu só vi dois e já sou fã e estou muito desconsolada com isto, sinceramente!! Depois de muito pesquisar na net lá consegui encontrar forma de mandar vir os dvd's com a série completa... e prontus, pra semana vou recuperar-me da tristeza com a série completa... sim, porque um vampiro destes não me importava eu de ter aqui por casa, de vez em quando!!! :P



O senhor tem um "Je ne sais quoi" que, prontus, me agrada!!! (e eu que até nem costumo ser destas coisas... bahhhhhhhhhhhhhhh)